MÁRIO BARATA, ARTISTA PLÁSTICO COM FORMAÇÃO EM ARQUITETURA, INICIOU NA ADOLESCÊNCIA SUA TRAJETÓRIA NO DESENHO NATURALISTA EM BICO DE PENA, ENCONTRA NA LUZ E VOLUMETRIA DAS FORMAS ORGÂNICAS O HIPER REALISMO FANTÁSTICO COMO EXPRESSÃO DE SUA ARTE.
NO ALICERCE DE UMA PRODUÇÃO PLURAL, DIVERSA EM SUPORTES, TÉCNICAS E INSUMOS, COM OLHAR ATENTO SOBRE A PLENITUDE DA VIDA ´IN NATURA´, CONSTRÓI UMA ARTE INTENSA NOS QUESTIONAMENTOS E ABRANGENTE NO ALCANCE DO OLHAR POÉTICO DE SUA OBRA. BARATA CARREGA NA GÊNESE QUE DELINEOU SUAS CURVAS, A HERANÇA E MEMÓRIA TRAZIDA DA INFÂNCIA POR GERAÇÕES NO CONVÍVIO COM A ARTE NO CERNE DA FAMÍLIA. EM CASA, ERAM 05 IRMÃOS E 04 ESTAVAM NAS ARTES.
NA DÉCADA DE 70, PARTE DAS OBRAS QUE INAUGURARAM AS SÉRIES DE TRABALHOS COM DESENHOS EM BICO DE PENA CONJUGARAM O ESTUDO DA ARQUITETURA ´ATÉ O ÚLTIMO ANO DA UNIVERSIDADE´, COM A CONCIÊNCIA DO FAZER DA ARTE EM SEU OFÍCIO PROFISSIONAL E COTIDIANO. E CRESCIA O VOLUME DE PRODUÇÃO PESSOAL E A OPORTUNIDADE DE DESENVOLVER SUAS HABILIDADES EM EQUIPES DE GRANDES E BONS TRABALHOS, AO LADO DE ESTUDIOSOS E REALIZADORES EXPERIENTES NA ARQUITETURA E NAS ARTES, SEUS MESTRES DE FORMAÇÃO, COMO FORAM HENRI COLLE, ROBERTO BURLE MARX E MAURO OTERO FREITAS – ESSE, DISCÍPULO DO ZANINE CALDAS -, PARCEIROS NA ARTE E NO CONVÍVIO PROFISSIONAL E PESSOAL, QUE LEVARAM AO CAMINHO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DE SUA VISÃO E IDENTIDADE NO TRAÇADO LIVRE COM DESENHOS DE PERSPECTIVA, QUE POR MAIS DE 10 ANOS FORAM CONCEBIDOS PARA COMPOR AS APRESENTAÇÕES DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS, CROQUIS DE FACHADAS, DETALHES DE BOTÂNICA, LAYOUTS DE MOBILIÁRIO.
O ACÚMULO DA VIVÊNCIA COM A FAVELA CARIOCA NA DÉCADA DE 80, QUANDO MOROU NA COMUNIDADE DONA MARTA, GUARDA RETRATADO POR MENORES DE INSTANTANEOS DE UM VOO DE PIPA, GALINHAS A CISCAR NO TETO DO BARRACO, ESCADAS, VIELAS, LAJES COM VISTA PRIVILEGIADA PARA O MAR, AS CURVAS DO RELEVO DA GEOGRAFIA CARIOCA.
COM SEUS PARES DA GERAÇÃO 80, A VIVÊNCIA DO TEMPO DE EMPREENDER NOVAS FRENTES DE TRABALHO, REALIZAR A REINVENÇÃO DA VANGUARDA E ENCARNAR NAS OBRAS A NARRATIVA PREDOMINANTE REFLETE NA IMAGEM DE PERSONAGENS ATÉ ENTÃO OCULTADOS, EMUDECIDOS, DESFIGURADOS NOS TECIDOS ESGARÇADOS DOS MUSEUS E GALERIAS SOB AS TUTELAS DOS MARCHANS, PARA ROMPER COM AS FRONTEIRAS DA CENSURA DO REGIME SELETO DAS ESCOLAS E DA ACADEMIA DAS ARTES, SOB OS DOMÍNIOS DO MERCADO DA CULTURA VIGENTE, OCUPOU A RUA, SE DESPIU DAS PAREDES, MOLDURAS E CUBOS. NA DIMENSÃO DE ABRANGENCIA DE SUA ARTE, MÁRIO LEVOU PRO CHÃO DE AREIA DE RIO, E COM GRAVETOS TRAÇOU DESENHO REALISTA PARA RETRATAR ÍN LOCO´ OS GRUPOS INDÍGENAS, CENAS DO COTIANO DA TRIBO. ARTE PARA UM EXPECTADOR DISTANTE, E ENCONTRA ACOLHIDA GENEROSA EM SEU TEMPO DE ESTADIA NA DIVISA DO MATO GROSSO COM RONDÔNIA EM ALDEIAS DOS INDIOS SAMBIQUARAS E SARARÉS, NO ENTORNO DE VILHENA-RO.
DE VOLTA AO RIO, NO AMBIENTE DAS MONTANHAS NA SERRA DE TERESÓPOLIS, PERTO DA ÁGUA, DO VERDE DO MATO, RETOMA AO VIGOR DA PRODUÇÃO E NO FECHAR DOS ANOS 80 SE INSTALA SOBRE O CENTRO DO RIO, DO ALTO DAS LADEIRAS DE SANTA TERESA COM A MIRADA PARA VISTA PANORÂMICA DO MORRO DOS PRAZERES NA JANELA DA SALA.
POR 20 ANOS MÁRIO TRILHOU PARTE DO SEU ACERVO INSPIRADO PELA ARQUITETURA MONUMENTAL DO BAIRRO ENTALHADO NA FLORESTA DA TIJUCA. NO CHARME DOS BONDES AMARELOS TENDO A MATA TROPICAL SALPICADA DE CASTELOS E CASARIOS COLONIAIS COMO CENARIO. POR ESCULTURAS REALISTAS, NOS DESENHOS E INSTALAÇÕES FEZ SURGIR DAS INFLUÊNCIAS PRESENTES SOBRE MULTIPLOS SUPORTES, PARA OS CAMINHOS NAS LINHAS DOS BONDINHOS E SE FEZ PERENE COM A MONTAGEM NO ANO 2000, DOS PORTÕES DO MUSEU DO BONDE. INSTALADOS NA ANTIGA GARAGEM E INSTALAGEM DAS OFICINAS DOS BONDES QUE REFENCIAM O BAIRRO, COM UM PAINEL ESCULTÓRICO EM DUAS FACES EM FERRO NO ACESSO PRINCIPAL, DESENHADO E EXECUTADO EM COMPANIA DA PARCEIRA CRISTINA MORETI, NA PRODUÇÃO DO CRISMA – ARTE EM FERRO, MATERIAL AGORA A SER TRABALHADO,
EM 2010, RETOMA À OFICINA EM TERESÓPOLIS COM A PRODUÇÃO DE SÉRIES DE ESCULTURAS, PEÇAS DE MOBILIÁRIO E PROJETOS QUE CONJUGAM ELEMENTOS ORGÂNICOS E ARQUITETURA ECOLÓGICA, PELO REMANSO DA VIDA NA FLORESTA PRESERVADA DE UMA RESERVA AMBIENTAL, E INSTALOU SUA MORADA E A OFICINA AS MARGENS DO RIO DO BRAÇO. ONDE FORAM CRIADAS AS PRODUÇÕES DAS SÉRIES E OBRAS APRESENTADAS NA EXPOSIÇÃO NO TOPO DO MUNDO, UMA INDIVIDUAL DO ARTISTA COM COLETÂNEA DE SUA OBRA REALIZADA NO SESC BARRA MANSA EM 2018, E NOVAS PEÇAS SE ACOMODAM NA ESTEIRA.